Alunos da Unigranrio desenvolvem aplicativos de alta solução para saúde pública durante Hackathon

Equipes multidisciplinares compostas por universitários da Unigranrio criaram diversos aplicativos com objetivo de melhorar a saúde pública da Baixada Fluminense. A maratona de 24 horas do 1º Hackaton (hacker +marathon) da Baixada Fluminense reuniu cinco equipes empreendedoras, todas com foco em tecnologia para salvar vidas. Luciano Vaz, Fabrícia e Beatriz Fonseca foram campeões pela equipe #BioMarx. Essa mostra de projetos inovadores, idealizada pelo curso Sistemas da Informação, deve ter continuidade e apoio da Empresa Júnior Nexus, cuja diretoria tomou posse há poucos dias.

Déficit de 7 mil leitos hospitalares e apenas três grandes hospitais na região foi contrapartida para o tema desse Hackathon

O júri levou em conta subtemas como originalidade, dificuldade tecnológica, viabilidade tecnológica e utilidade. O tema proposto pelos organizadores se pautou nas informações do Consorcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf/2018), com ênfase no déficit de 7 mil leitos hospitalares e apenas três grandes hospitais na região. O Hackathon está evoluindo no mundo todo e hoje há demanda para atender necessidades em várias áreas do conhecimento.

Maratona de 24 horas ininterruptas envolveu criatividade, espírito de equipe, agilidade, conexão e foco em tempo integral

Os alunos desse Hackathon tiveram 24 horas intensas de muito trabalho, com apenas algumas horinhas de descanso, sob orientação de mentores (ex-alunos do curso Sistemas de Informação), que apoiaram os competidores, visto que muitos deles são vencedores nessa modalidade. No mapa das inovações, os olhos dos participantes também ficaram divididos entre seus projetos e dicas que resultaram na solução dos conteúdos mais relevantes.

Equipe #Biomarx (cor lilás) conquista 1º lugar no Hackathon Unigranrio e alça voos maiores em redes de negócios

O primeiro lugar coube à equipe #Biomarx, a única que não foi formada por alunos de cursos de TI, mas por acadêmicos de Serviço Social e de Biologia. Eles chegaram a desistir dessa competição, só pelo fato de não dominarem a área de TI. A máxima ‘os últimos serão os primeiros’ prevaleceu mais uma vez. O protótipo ‘Cegonha On-line, que facilita a vida das futuras mamães com informações práticas de maternidades e unidades de emergência da região, direitos da gestante, importância do parto humanizado, pré-natal e alerta sobre violência obstétrica. Equipe formada por Beatriz Fonseca Pinto, Luciano Bernardo Vaz, Fabrícia Varela Valentim, Cristiano Damasceno e Luiz Maciel Soares

Veja um depoimento em vídeo da equipe vencedora

Coordenador dos cursos de Tecnologia da Informação incentivou esta competição em Duque de Caxias

“Esses jovens é que fazem a diferença em seus ambientes de estudo e de trabalho, que potencializam seus sonhos e aceleram seus projetos profissionais e de vida”, explica Daniel de Oliveira, coordenador dos cursos de Tecnologia da Informação. Essa revolução digital ganha dimensões dentro e fora da sala de aula, que, desta forma, geram novos protótipos e aplicativos. Ninguém pode ficar de fora desta educação em transformação, visto que esta nova realidade impulsiona alunos para games, computação na nuvem e soluções inimagináveis.

A Equipe Papa-Tudo (cor verde) criou o Hospital-Score, objetivando avaliar a prestação de serviços dos hospitais da Baixada

Para encontrar a unidade hospitalar mais próxima, o  paciente fornece sua localização pelo GPS, além receber informações sobre pontuação do referido hospital em suas diferentes categorias. Tudo muito simples de acessar e entender. Com isso, o paciente alimenta o aplicativo com notas aos serviços que deseja. O sistema do aplicativo enumera os hospitais da região, disponibiliza nas redes sociais e ainda fornece estes dados a governantes municipais. Equipe formada por Felipe José da Cruz, Joedson Natalio da Silva Brito, Fernanda Viana dos Santos Sales, Alexandre de Brito Oliveira Júnior e Iuri Vitorino Garbin Cruz.

Veja depoimento em vídeo de representante da equipe Papa-Tudo

Equipe Piratas do Grande Rio (cor amarela) cria aplicativo para uso e controle de anticoncepcionais.

A terceira equipe classificada nesse Hackathon, Piratas do Grande Rio, desenvolveu aplicativo para uso e controle de anticoncepcionais, que informa os agentes que cortam o efeito e, ainda, revelam contraindicações. Com simples acesso, a pessoa informa se tomou  remédio , se passou o dia de forma regular, além de receber retorno de informações, caso o efeito tenha sido interrompido por algum agente. É um aplicativo que pode ser utilizado em instituições públicas e privadas. Equipe formada por Josemar Henrique Alves, Matheus Casimiro de Souza, Vizeu Nanilo de Lima Polastri e Matheus dos Santos Silva.

Veja o depoimento em vídeo da equipe Piratas do Grande Rio

Outras equipes participantes

Hexadecimais (cor azul claro), Pseudocoders (roxa), Unigran (rosa claro), Resiliência (rosa), Odontolovers (azul claro), Braavo (terra), Mentores (verde claro).

Comissão avaliadora de alto nível

 Sílvia Cristina de Carvalho Cardoso, professora e coordenadora do curso de Enfermagem da Unigranrio. Ela é doutora em saúde pública pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ; Carlos Piatto, empresário e executivo com 25 anos de experiência na área de educação, editoras e sistemas de ensino; e Robson Melo, diretor com ampla experiência no campo educacional, qualificado em assuntos regulatórios educacionais, avaliação e estatística, planejamento e EdTech.

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