Evento sobre relações de trabalho, gênero, raça e etnia revelam desigualdades múltiplas e opressões históricas

O curso de Serviço Social da Unigranrio promoveu encontro de saberes sobre imigrantes e refugiados na Baixada Fluminense, com destaque às relações de trabalho, gênero, raça e etnia.  Inúmeras são as denúncias que indicam as piores condições de vida de mulheres e negros, e, ainda, para consequências sobre desigualdades e discriminações para a sociedade como um todo. Houve debate, palestras e um desfile de alunos do curso Design de Moda da Unigranrio. Ebe Campinha, assistente social e professora da UFF (ex-funcionária da Unigranrio), deu palestra sobre “Migração, refúgio, e tráfico de pessoas: um olhar sobre os direitos humanos”.

Convergência das desigualdades dominam debate na Unigranrio

Tais evidências sobre desigualdades viram pautas dos telejornais e da mídia em todo o Brasil. A necessidade de intervenções que permitam reduzir disparidades e pobreza foram discutidas também por José Carlos de Moraes, coordenador da Instituição Aldeias Infantis, que discorreu sobre o tema de Ebe Campinha. Murpy Munampova, presidente da Associação dos Refugiados em Gramacho, fez relato sobre a atual situação em Duque de Caxias, acompanhado por Lenir Claudino de Souza, coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado. Ela defendeu melhor acesso às políticas públicas sobre saúde, emprego, segurança e moradia.

Dentre os temas abordados, destacamos Ebe Campinha, assistente social e professora da UFF, autora do livro “Tráfico e gênero na trajetória de brasileiras no exterior”

Ebe Campinha, quando ainda atuava como assistente social na Unigranrio foi destaque em diversas matérias jornalísticas, principalmente após o lançamento de seu livro, onde revelou, entre tantas coisas, que o Rio de Janeiro é a principal rota de tráfico internacional de mulheres, adolescentes e crianças para exploração sexual.

Ebe Campinha chefiou relatório que deu origem a inúmeras reportagens na mídia brasileira

Em 2011, o relatório coordenado pelo Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social (Ibiss) e pela Escola de Direito da Unigranrio, contou com uma equipe chefiada por Ebe Campinha. “Com a promessa de trabalho no exterior, estudo ou casamento, as mulheres chegam ao Rio e em seguida deixam o país pelas fronteiras, onde a fiscalização é menor que nos aeroportos. Baixada Fluminense e Copacabana ainda são as regiões onde os aliciadores mais atuam. A Espanha é o principal país receptor, mas muitas das vítimas também são levadas para Portugal e Suíça.”, explica Ebe Campinha.

Ebe Campinha: “Em 2015, segundo a ONU, o número de migrantes internacionais atingiu a marca de 244 milhões de pessoas. Desse total, 48% são mulheres”

Ebe destacou tema sobre migração feminina: “A mulher brasileira sempre esteve presente nos processos migratórios, assim como de sua importância como indicativo de maior autonomia ou emancipação, em busca de trabalho e de melhores oportunidades de vida, para fugir de formas de descriminação e violência de gênero, dos conflitos políticos e dos limitadores culturais”.

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