Núcleo de fisioterapia da Unigranrio/Caxias, em parceria com SUS, reabilita bebês e crianças com necessidades especiais

A Unigranrio tem um olhar diferenciado para a qualidade de vida de crianças especiais. Cleide Câmara, professora de Fisioterapia dessa universidade há 20 anos, criou o Núcleo de Atendimento à Criança Especial (NACE), em parceria com o SUS, em 2018. De lá para cá, dezenas de mães e responsáveis por bebes com paralisia cerebral, hidrocefalia, síndrome de Down, síndrome de West, mielomeningocele, além de outros comprometimentos neurológicos da infância são atendidos durante consultas e atividades com professores e alunos, numa proposta integrada de atendimento ambulatorial, projeto de iniciação científica e programa de extensão, com participação de alunos do curso de fisioterapia. Os procedimentos acontecem às terças e sextas feiras das 14h às 18h20, na PDC, na Rua Marechal Floriano, 918, bairro 25 de Agosto, Duque de Caxias (RJ). Informações: (21)26994083. O curso de Fisioterapia da Unigranrio é coordenado pelo professor Cícero Figueiredo Freitas, Fisioterapeuta e doutor em Bioquímica.

Convém lembrar que os atendimentos à criança especial sempre existiram no curso de fisioterapia, todavia, o Projeto desenvolvido tem um destaque voltado a bebes de 0 a três anos de idade.  Depoimentos em vídeos de mães, professores e de acadêmicos de fisioterapia mostram o reconhecimento pelo serviço de reabilitação infantil prestado à comunidade carente, na Policlínica Duque de Caxias (PDC). Essa prestação de serviço é única na Baixada Fluminense, onde bebes fazem parte do projeto de iniciação científica e do programa de extensão. A unidade também presta atendimentos a crianças com idade superior, em outros dias da semana.

Cleide Câmara: ela venceu barreiras físicas com competência e amor à profissão que escolheu

 A seguir, acompanhe o vídeo com participação dessa fisioterapeuta junto às alunas que cumprem o período de estágio supervisionado durante atendimento a bebes especiais.

Cleide domina a cena do dia a dia, seja em suas atividades pessoais ou profissionais dentro da Unigranrio

 Lá, ela interage com crianças,  mães, acadêmicos e professores.  Essa mulher de sucesso trabalha com enorme competência, liderança e amor à profissão escolhida. Cleide acrescenta algo a mais como fisioterapeuta e docente, ela adiciona a experiência que possui como pessoa com deficiência física ao que se entende como reabilitação, na luta diária contra o preconceito, a favor da dignidade e da perseverança, sempre na busca de novos desafios.

Entenda mais sobre esse projeto

O Projeto tem como objetivos tratar, prevenir, orientar e integrar o bebe especial ao meio em que vive, através não só da estimulação precoce mais também da estimulação das percepções sensórias, que são preconizadas durante os atendimentos de fisioterapia, tornando-se assim um diferencial na prática ambulatorial de reabilitação e estimulação do bebe da PDC-Unigranrio. O NACE também realiza reuniões bimestrais com as mães e responsáveis, onde elas são treinadas a dar banho, vestir e estimular suas crianças, diariamente.  As maẽs também participam de reuniões e palestras com equipe multiprofissional, formada por nutricionista, psicólogo, fonoaudiólogo e enfermeiro.

Cleide Câmara, coordenadora do Projeto e do Programa de extensão (NACE), é professora-adjunta das disciplinas de Pediatria e do estágio supervisionado em Pediatria da Unigranrio

 A professora Cleide Câmara, mestre em educação, é cadeirante por sequela de Poliomielite, mas transborda conhecimento, disciplina, perseverança e liderança junto ao corpo discente, com ensinamentos que transmitem  esperança aos pais e responsáveis de centenas de crianças da Baixada Fluminense. Cleide é exemplo de superação  e de motivação, diariamente, a todas mães que chegam à primeira consulta desanimadas pelo diagnóstico de seus filhos, acreditando, muitas vezes, que tudo está perdido. Nesta reportagem ouvi de uma das mães que sua filha, no futuro, será como a professora Cleide, que esbanja carinho e atenção aos bebes. Afinal, é emocionante ver como essa guerreira comanda o cenário da Clínica de Bebês, totalmente engajada na luta pela inclusão das crianças com necessidades especiais. Ao vê-la chegar à Unigranrio para mais um dia de trabalho, ao volante de seu carro, pode-se ter a certeza que Cleide vai muito além da sala de aula.

Danielly Monteiro, acadêmica de Fisioterapia, é formada em Letras, mas está ampliando seus espaços de trabalho

Os muitos atendimentos são sempre realizados por acadêmicas que, sob orientação da professora Cleide Câmara e do professor Newton Júnior, agem com dedicação aos pacientes e seus respectivos familiares. Danielly Monteiro, acadêmica de Fisioterapia, é professora do Centro Educacional Francisco Portugal Neves, mas está apaixonada por seu estágio em fisioterapia.

Na clínica composta por bebês que apresentam atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, que não sentam e nem andam, é bom ouvir o depoimento de Aruana Guimarães, mãe de Isac Manoel, que se emociona ao relatar os avanços de seu filho, após sete meses de tratamento na clínica da Unigranrio. Ele tem o diagnóstico médico de hidrocefalia

Cleide Câmara conclui sua entrevista: “É extremamente gratificante olhar o sorriso estampado no rosto de cada mãe, ao final de cada 40 minutos de tratamento, além da satisfação com o resultado ao final de cada semestre”

Neste contexto lúdico e educativo, a fisioterapia desenvolve a coordenação motora dos bebês e crianças, e estimula novas formas de adaptação ao ambiente de casa. É muito bonito o cenário onde os pequenos são tratados, porque reúne bolas, fitas, cores, desenhos, espelho, rede, canções infantis, brinquedos que estimulam as percepções e os movimentos. A sala é totalmente climatizada e aromatizada (para estimular a percepção olfativa), além do alto grau de atenção dos que acompanham os pacientes. As sessões de fisioterapia tornam-se mais produtivas e estimulantes. Percebi também que todo esforço é feito para que o paciente dê passos além das limitações normais, dentro e fora da Clínica. É extremamente gratificante olhar o rosto de cada mãe ao final de cada 40 minutos de tratamento de fisioterapia.

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