Unigranrio/Caxias promoveu Dia da Mulher com ações e muita reflexão sobre seus direitos

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Dia da Mulher foi lembrado na Unigranrio/Caxias  com vasta programação,  em atividades diversificadas sobre palestras, ações de estética, exposição e trabalhos do curso de Moda, demonstração de defesa pessoal e orientação jurídica. Conquistas e avanços sempre são bem-vindos à qualidade de vida da mulher, principalmente de forma integrativa, porque a maioria delas exerce tripla jornada na Baixada Fluminense.

Mobilização e denúncia são armas para conter violência contra a mulher

As atividades do Dia da Mulher foram realizadas no auditório principal da Unigranrio e na praça externa do campus I, com ciclo de palestras e presença de autoridades da sociedade duquecaxiense. A delegada titular da DEAM de Duque de Caxias,  Fernanda Fernandes, abriu o evento em auditório formado por cerca de 150 alunos, professores e populares, onde discorreu sobre casos de violência contra a mulher. Ela disse que a maioria das mulheres vítimas de violência não vai à delegacia para fazer registro policial contra seus parceiros. “Apesar da Constituição de 1988 dar garantias a qualquer tipo de violência contra elas, vemos que muitas denunciam, mas depois vão à delegacia para retirar a queixa. Essa atitude representa o arrependimento e um significado falso de ‘Lua de Mel’, que logo é apagado, porque o agressor se sente fortalecido a cometer atos de violência de maior intensidade, como feminicídio”, constata a dra Fernanda Fernandes.

Delegada titular da DEAM de Duque de Caxias, Fernanda Fernandes, convoca as universitárias para defesa de seus direitos

A delegada da DEAM, Fernanda Fernandes, disse também que as caraterísticas de violência contra mulher são identificadas em três fases distintas: a da tensão, onde o agressor exige que a companheira use somente vestuário de sua preferencia, além de controlar as redes sociais dela; a psicológica e moral, onde ele faz xingamentos, pequenas ameaças e chantagens;  e a última, onde acontece violência física em grau devastador. “Agressor não se recupera sem tratamento. O registro de violência contra a mulher deve ser feito na delegacia, ou mesmo quando a ela estiver sendo atendida em um hospital ou posto de saúde”, define a delegada.

Selma Chagas, coordenadora da Coordenação de Direitos da Mulher/Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Duque de Caxias, deu outras explicações importantes

Selma Chagas ratificou a importância de denunciar casos de violência contra a mulher. O histórico secular de violência permite supor que o aumento de denúncias contra agressores está aumentando, no entanto, o desafio de contabilizar as agressões ainda está bem longe de ocorrer. Selma informa que, apesar da Lei Maria da Penha,  as mulheres ainda evitam denunciar seus companheiros, o que faz aumentar as estatísticas de crimes violentos. “A recusa em fazer notificação dos crimes é uma porta aberta para novos atos contra quem fica calada”, descreve Selma.

Jacqueline Cucco Xarão, gerente de Recursos Humanos da Unigranrio, é profissional com 23 anos de atuação em programas de RH e autora do livro ‘Líder Empreendedor’. Ela é especialista em Análise de Perfil Comportamental

Jacqueline alertou sobre a necessidade de multiplicar a divulgação da Lei Maria da Penha. “Conheça seus direitos e o que você precisa fazer em casos de violência. Não deixe de ligar, por exemplo, para o número 180, Central de Atendimento à Mulher, que tem como objetivo receber denúncias ou relatos e violência, além de orientar mulheres sobre seus direitos e legislação vigente.  No Brasil, por ano, cerca de 22 milhões de mulheres passam por algum tipo de assédio, sendo que 42% deles ocorrem no ambiente doméstico”.

Núcleo de Prática Jurídica da Unigranrio (NPJ) funciona em Duque de Caxias e no Rio de Janeiro

Ana Paula Bustamante, coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Unigranrio, fez um relato sobre a importância desse Núcleo para todas as mulheres que buscam direitos em várias estâncias jurídicas. Ana Paula divulgou que o NPJ funciona em Duque de Caxias, no campus I, Rua Prof. José de Souza Herdy e, ainda,  no Rio de Janeiro, no Centro, na Rua da Lapa, 86. Todas as atividades são desempenhadas por alunos de Direito, sob supervisão de professores desse curso. Durante o evento do Dia da Mulher, alunos e professores do curso de Direito orientaram alunas, funcionárias e convidadas que compareceram ao estande montado na Praça do Saber.

Outras ações que deram voz ao Dia da Mulher

O evento ainda contou com orientação jurídica por parte de alunos e professores do curso de Direito, distribuição de rosa brancas, ações programadas pelo curso de Estética, com massagens variadas, alunas maquiadas com hematomas, objetivando reflexão sobre agressão física às mulheres, exposição de vestidos e textos produzidos por alunos de Moda, focados na história de mulheres vítimas de violência, exibição de técnicas de defesa pessoal com inscrições para esse projeto, com apoio de profissionais, alunos e professores do curso Serviço Social. Alunos e professores de Biomedicina realizaram testes de glicemia na Praça do saber.

Dia da mulher ainda tem pouco a comemorar

A luta pelo direito à igualdade entre homens e mulheres, seja no trabalho, salário, saúde, segurança, deveres domésticos, ainda merece atenção de toda a sociedade e do poder executivo, essencialmente, apesar de a Constituição Federal reconhecer o direito à igualdade entre eles. Que nome damos ao atual estado democrático de direito? É inominável, mesmo! Somente em 2019, segundo o Atlas da Violência do IPEA, 4.936 mulheres foram assassinadas no Brasil. E não há registros de milhares de ameaças, assédios e agressões que ocorrem na esteira do dia a dia.

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